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Comunicação e
Internet |
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Início, meio e fim da rede mundial |
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| A Internet no Brasil |
s universidades brasileiras estão
ligadas com redes de computadores mundiais desde 1989. Naquele ano, havia
conexões com a Bitnet, uma rede semelhante à Internet, em
várias instituições, como as universidades federais
do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro. Os serviços disponíveis
restringiam-se a correio eletrônico e transferência de arquivos.
Somente em 1990, a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa
de São Paulo) conectou-se com a Internet. No mesmo ano, foi criada
a RNP, uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia
(MCT).
Financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico
e Tecnológico (CNPq), a RNP interligou inicialmente onze Estados,
com pontos-de-presença em cada capital. Essa arquitetura de linhas
de |
comunicações e equipamentos compõe
o que se chama de espinha dorsal (backbone) da RNP.
Hoje, os estados que têm ponto-de-presença na Internet são
Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito
Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais,
Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio
de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São
Paulo e Tocantins.
A partir de abril de 95, o Ministério das Comunicações
e o Ministério da Ciência e Tecnologia decidiram lançar
um esforão comum de implantação de uma rede integrada
entre instituições acadêmicas e comerciais. Desde então
vários fornecedores de acesso e serviços privados começaram
a operar no Brasil. |
| A Rede Nacional de Pesquisa e a Internet Acadêmica |
RNP é uma iniciativa do
Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) cujo objetivo é
implantar uma moderna infra-estrutura de serviços Internet, com abrangência
nacional. Até abril de 1995, a atuação da RNP se restringia
a áreas de interesse da comunidade de educação e pesquisa
do País.
Lançada oficialmente em 1990, a RNP contou com o
apoio das Fundações de Pesquisa dos Estados de São
Paulo (Fapesp), Rio de Janeiro (Faperj) e Rio Grande do Sul (Fapergs) e
tem sido executada sob a coordenação política e orçamentária
do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPq).
A iniciativa concluiu ao longo de 1992/1993:
- a implantação de uma espinha dorsal de
comunicação, cobrindo a maior parte do país, a velocidades
mínimas de 9.600 bits por segundo (bps);
- a implantação de um conjunto de aplicações
em diversas áreas de especialização; e
- a execução de atividades de planejamento
para o período 1994/1995, em que se espera lograr a efetiva consolidação
da rede.
A presença da RNP nos Estados foi concebida como
resultante da implantação de um conjunto de conexões
interestaduais, interligando inicialmente onze Estados, com pontos- de-
presença em cada capital.
Essa arquitetura de linhas de comunicações
e equipamentos compõe o que se denomina espinha dorsal (backbone)
da RNP.
Os seguintes Estados têm ponto- de- presença
oficial da RNP ou um ponto de acesso operado por alguma instituição
local e aberto à comunidade de educação e pesquisa
na região: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal,
Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul,
Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí,
Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina,
São Paulo e Tocantins.
As instituições presentemente conectadas
à RNP ou redes estaduais são as primariamente voltadas para
educação, pesquisa ou gestão governamental. Cerca de
400 instituições de ensino e pesquisa do país estão
ligadas em rede, incluindo a maioria das universidades e institutos de pesquisa
governamentais. A partir dessa infra-estrutura, as instituições
interessadas poderão, no futuro, implantar suas redes de serviços
para atender a grupos de interesse específicos dentro da comunidade
de educação e pesquisa.
Segundo as estimativas mais recentes, mais de 10.000 hosts
estão interligados em rede no Brasil. Adotada a premissa de que cada
host seja utilizado por seis usuários, o número total
de usuários ativos hoje é estimado em 60 mil, primariamente
para uso acadêmico.
Continua... |
A RNP na Internet/Brasil
A partir de abril de 95, quando o Ministério das
Comunicações e o Ministério da Ciência e Tecnologia
decidiram lançar um esforço comum de implantação
de uma rede Internet global e integrada, abrangendo todo tipo de uso, surgiram
as bases político/estratégicas da Internet/Brasil.
Nesse novo cenário, a RNP foi chamada a cumprir
nova missão, compreendendo:
1. a concepção
e a implantação de um modelo de serviços Internet no
Brasil que assegure, em regime:
- cobertura nacional e ampla capilaridade,
- vasta gama de aplicações, e
- baixo custo para o usuário final, com papel prioritário
reservado à iniciativa privada.
2. a operação
de um backbone nacional de uso misto (comercial e acadêmico),
resultante da expansão e reconfiguração do backbone
atual de uso puramente acadêmico.
3. Backbone da RNP
4. a operação
(continuada) de serviços de alocação de endereços
IP e de registro de domínios.
5. a aderência de todas
as iniciativas de redes no país a padrões gerais de engenharia,
interconexão, segurança, etc.; e
6. a coleta e disseminação
de informações sobre Internet no Brasil.
Informações Adicionais sobre a RNP
Maiores informações sobre a RNP podem ser
obtidas nos seguintes endereços:
http://www.rnp.br
RNP - Rede Nacional de Pesquisa
Coordenação Geral
Rua Catharina Signori Vicentin, 80
Jardim Novo Barão Geraldo
13084-120 - Campinas, SP
Tel.: (0192) 39-3359
Fax: (0192) 39-4926
E-mail: info@hq.rnp.br
Núcleo de Coordenação
IMPA - Instituto de Matemática Pura
e Aplicada
Estrada Dona Castorina, 110
Jardim Botânico
22460-320 - Rio de Janeiro, RJ
Tel: (021) 294-9032
Fax: (021) 259-7796
E-mail: info@nc-rj.rnp.br |
| Diretrizes Gerais sobre a Internet/Brasil |
modelo instituído pelo
Ministério das Comunicações e pelo Ministério
da Ciência e Tecnologia para a evolução de serviços
Internet no Brasil é o mais aberto possível, e pode
ser resumido nos seguintes pontos:
i. Qualquer interessado pode
implantar e operar serviços Internet no Brasil. Não há
qualquer restrição de natureza de instituição
(obs.: exceto no caso de empresas concessionárias de serviços
de telecomunicações no Brasil, conforme item iii abaixo),
tipo de serviço, área de cobertura, preços cobrados,
etc.
Obs.: A única restrição se refere
a meios físicos, que deverão ser contratados às
empresas concessionárias de serviços de telecomunicações,
às tarifas comerciais vigentes.
ii. Regras operacionais que
deverão ser observadas por todos são as seguintes:
- Todos os backbones de nível 1, isto é,
os que operarem conexões diretas à Internet no exterior,
deverão interconectar-se em pelo menos um dentre três
pontos no país, a saber, em Brasília, São Paulo e
Rio de Janeiro, nos chamados Pontos de Interconexão de Redes
(PIRs).
- A alocação de endereços IP e
o registro de domínios subordinados ao domínio ".br"
serão feitos pela Rede Nacional de Pesquisa para qualquer solicitante,
comercial ou educacional.
- Padrões de engenharia de redes (incluindo "roteamento", protocolos e serviços,
segurança, etc.) serão únicos, e propostos por um
Grupo de Engenharia de Redes, modelado entre outros no IETF (Internet
Engineering Task Force), com participação aberta a qualquer
interessado.
iii. As empresas concessionárias
de serviços de telecomunicações no Brasil deverão
concentrar-se em prover meios físicos de conexão. Em
particular, as empresas não operarão serviços
de acesso discado para usuários finais ou de informações
para terceiros. Esse papel é prioritariamente reservado a empresas
privadas.
iv. A implantação
e a evolução de serviços Internet no Brasil serão
coordenadas por um Comitê
Gestor, ao qual todos os pontos acima enumerados se subordinarão,
em última instância.
Cenário de Transição
Ao longo das discussões sobre cenários de
evolução da Internet no Brasil e sobre alternativas de atuação
estratégica do Governo Federal no tema, ficaram evidentes dois pontos
fundamentais, a saber:
i. Em regime, a Internet no
Brasil deve ser um serviço operado majoritariamente por empresas
privadas, em livre competição.
Obs.: O único tratamento de exceção
será o oferecido a instituições de educação
e pesquisa, através de políticas próprias e complementares
às diretrizes gerais.
Continua... |
ii. A curto
prazo, contudo, a retirada imediata do Governo Federal de qualquer ação
na implantação de serviços Internet no Brasil se mostra
potencialmente desastrosa, devido às seguintes razões:
- isolamento e, em última análise, desperdício
da experiência acumulada ao longo de 7 anos na comunidade acadêmica
em Internet, tanto em termos tecnológicos como operacionais.
- inexistência de hábito no Brasil de cooperação
direta entre todos os potenciais concorrentes para a implantação
de um serviço integrado único. Essa mudança de paradigma
de atuação, mesmo nos EUA, sempre
- envolveu agências do Governo Federal, e se reflete
ainda hoje na organização do esforço da National
Information Infra-Structure (NII) americana.
- ausência de perspectivas de surgimento, mesmo a
médio prazo (~ 5 anos)
- de backbones comerciais com cobertura
realmente nacional. Na opinião dos dirigentes das principais
empresas de informática, comunicações e
- informações que têm manifestado interesse
em implantar serviços Internet no país, a tendência
é todos se concentrarem nas capitais dos cinco ou seis estados mais
desenvolvidos, interligadas por linhas dedicadas, e atender o restante
do país por conexões discadas.
- inexistência de mecanismos articulados para a capacitação
intensiva de recursos humanos em redes TCP/IP (obs.: a tecnologia subjacente
à Internet), especialmente para pequenas e médias empresas,
apesar de haver considerável massa de expertise e experiência
concreta no lado acadêmico.
Medidas de Transição
À luz dessas constatações, decidiu-se
alavancar as seguintes ações:
i. Implantação
de um primeiro backbone nacional de uso irrestrito
para qualquer aplicação, com pelo menos um ponto em cada estado,
e pelo menos um canal de alta velocidade ao exterior.
ii. Forte ênfase na articulação,
em cada estado, de backbones estaduais, assegurando
a chegada da Internet às principais cidades do interior, com eficiência
e baixo custo.
iii. Implantação
de um programa intensivo de capacitação de recursos humanos
em redes, a ser transferido para o setor privado a curtíssimo prazo.
iv. Alavancagem de parcerias
com empresas para a implantação de serviços-piloto
de informações a custo zero ou simbólico para o
usuário final da Internet no Brasil.
Fonte:
Guia do usuário Internet/Brasil
Rede Nacional de Pesquisa - RNP
http://www.rnp.br |
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